AS PREOCUPAÇÕES DA MAÇONARIA ATUAL

A mais grave das preocupações atuais da maçonaria é a perpetuação da Sublime Ordem. Isto mesmo: manter-se viva e atuante, como já foi no passado.

A existência de nossa Ordem está ameaçada, lamentavelmente, pela evasão desenfreada que observamos.

O mais desalentador é que estamos assistindo a desintegração da Maçonaria e não há nenhum exagero no que aqui afirmo. Basta visitarmos nossas Oficinas e as Oficinas das Potências co-irmãs, reconhecidas. Basta vermos as fotos ou os vídeos publicados nas redes sociais, dos grupos maçônicos, mostrando sessões festivas de Lojas, de todas as regiões do País: quer sejam Lojas ricas ou pobres; do Sul ou do Nordeste; sessão ordinária ou magna. Observamos, com tristeza, mais da metade das cadeiras, vazias.

É sabido que há mais de cinquenta anos, somente a sesquicentenária Loja COTINGUIBA, chegou a ter mais ou menos, 600 membros, em seu quadro de obreiros, enquanto que, hoje, reunindo as três Potências Regulares, o Estado de Sergipe, conta apenas, com mais ou menos 1.000 Maçons.

Há anos vimos observando esta evasão preocupante e, lamentavelmente, ouvimos irmãos comentarem: é sinal dos tempos modernos, da tecnologia, da corrida pelo ouro, e por aí vão as pseudo-justificativas, que cognomino de “justificativas ditadas pela necessidade de se ficar na zona de conforto”.

A Loja Maçônica é a única e real Escola de Maçonaria e, a função da maçonaria, é transmitir conhecimento, através de sua filosofia, que fornece o conteúdo pedagógico necessário, para fortalecer o caráter do homem livre e de bons costumes.

O método de ensino, é o iniciático, que praticamos no efeito repetitivo dos movimentos, na observação das alegorias e do exemplo; tudo alicerçado nos nossos livros didáticos, que denominamos “Rituais”. É na leitura repetitiva das orientações contidas nos Rituais, que podemos formar o Patriota, o Benfeitor, o irmão que coloca em risco a própria vida para proteger o outro; o irmão que não aceita desonrar o outro, qualquer que seja a vantagem oferecida, como acatamento a um verdadeiro Código de Honra.

Os Rituais dos graus simbólicos e dos graus filosóficos, nos orientam a promover o bem-estar da Pátria e da Humanidade, assim sendo, sobra para nós, a árdua tarefa de manter a esperança em dias melhores, no mínimo entre os Maçons e, refletirmos como devemos agir no combate à tirania ou ao despotismo, que por desventura venha a se instalar em nosso País.

A Maçonaria foi instalada no Brasil, com a finalidade precípua de promover a Independência Política do País, ou seja, a LIBERTAÇÃO de um regime de monarquia absoluta, representada pelo governo imperial. Isto basta para comprovar que ela é uma sociedade política, por excelência. O ambiente maçônico era utilizado, na época, como os sindicatos são utilizados hoje. Todas as discussões efervescentes, aconteciam no ambiente maçônico.

Apesar desses fatos, serem incontestáveis, alguns irmãos defendem a tese de que não devemos nos envolver em política. Tese esta que entendo como grande equívoco.

Se observarmos a orientação contida no art. 2º, VII, da Constituição Federal do GOB, verificaremos que não podemos discutir, nos Templos Maçônicos, matéria político-partidária, em nome da Ordem, portanto, nada existe contra a discussão de política geral e suprapartidária, com vistas ao bem-estar da Pátria e da Humanidade.

Corroborando este humilde entendimento, temos os ensinamentos ministrados nos Graus Filosóficos, àqueles que se matriculam na Pós-Graduação Maçônica, que versa, especificamente, sobre ciência política clássica.

E, não poderia ser diferente, pois, como podemos não nos envolver em política geral, se é a política que regulamenta as atividades humanas? Ou seja, é a política quem determina se vamos comer bem ou comer mal, porque é ela quem autoriza ou não, o plantio e a colheita; a exportação ou a importação; se a Ordem Maçônica, bem como as Igrejas, poderão se reunir ou não; se teremos segurança jurídica para desenvolver negócios sólidos ou não; se teremos segurança para os nossos filhos e netos, caminharem até a escola ou para os parques de diversões, ou não!

Por tudo isso é que, a Maçonaria, tem como uma de suas mais graves preocupações, a crescente evasão, porque esta põe em risco a continuidade de sua missão libertária, para o bem-estar, da Pátria e da Humanidade.

  • Bacharel em Direito desde 1984 pela UFS – OAB Nº 1.348
  • Pós Graduado em Direito Público
  • Atuação em Direito Previdenciarista e Eleitoral
  • Técnico em Petróleo e GásFormado em 1976 pelo CENBA-Centro de Treinamento da Bahia
  • M∴I∴/33⁰ da A∴R∴L∴S∴ José Alencar Cardoso N⁰ 2.130 GOB/SE
  • Membro Efetivo da Academia Maçônica de Letras de Alagoas
  • Presidente do TJM-GOB/SE
  • FUNDADOR DA GRANDE LOJA DE SERGIPE
  • FUNDADOR DA GRANDE LOJA DE SERGIPE
  • Relator da 1ª Constituição da GRANDE LOJA DE SERGIPE
  • 1º GRANDE SECRETÁRIO DE RELAÇÕES EXTERIORES DA GLES
  • VENERÁVEL MESTRE DA ARLS SEGREDO DOS 33 DA GLES
  • RELATOR E EDITOR DO JORNAL A MENSAGEM DOS 33 da A∴R∴L∴S∴ SEGREDO DOS 33 da GLES
  • MEMBRO DA ACADEMIA MAÇÔNICA DE LETRAS DE ALAGOAS
  • JUIZ SECRETÁRIO DO TREM-GOB-ALAGOAS
  • JUIZ SECRETÁRIO DO TREM-GOB-SERGIPE
  • JUIZ PRESIDENTE DO TJM-GOB-SE
  •  GRANDE INSPETOR GERAL DO RITO R∴E∴A∴A∴ DO GRAU 33
  • PRESIDENTE DO CONSISTÓRIO Nº 50.012 DO SUPREMO CONSELHO DO BRASIL EM SERGIPE

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