
Entre os muitos mitos e visões deturpadas que cercam a Maçonaria no imaginário popular, talvez o mais persistente seja a ideia de que a Ordem é um clube exclusivo para a elite financeira — ou, pior, um meio de obter enriquecimento fácil e rápido através da influência mútua. Quem olha de fora, movido pelo desconhecimento, muitas vezes enxerga o símbolo da prosperidade apenas através da lente do acúmulo material. No entanto, aquele que cruza as colunas da Ordem compreende, desde os seus primeiros passos, que a realidade é profundamente diferente.
Um Compromisso com a Responsabilidade e o Equilíbrio
A primeira grande prova de que a Maçonaria não busca nem exige a riqueza financeira está no próprio processo de ingresso. Longe de exigir patrimônios opulentos, a Ordem preocupa-se com o equilíbrio e a responsabilidade do postulante. Uma das perguntas fundamentais feitas a quem deseja ingressar é justamente se ele possui condições de cumprir com as obrigações e tributos maçônicos sem que isso comprometa o seu orçamento doméstico e o sustento de sua família.
A Maçonaria não exige o sacrifício da subsistência, tampouco busca homens que ostentem fortunas. Ela busca homens livres e de bons costumes, comprometidos com a verdade, a ética e o trabalho contínuo sobre si mesmos.
O Conceito de Riqueza: Profano vs. Maçônico
No mundo profano, a riqueza é comumente mensurada pelo número de cédulas, pela posse de bens materiais e pelo status social. Na Maçonaria, aprende-se desde cedo a ressignificar essa visão. A verdadeira riqueza não se imprime em papel moeda, nem se acumula em contas bancárias.
Para o maçom, ser rico é desfrutar de:
• Saúde física e espiritual;
• Respeito mútuo e integridade;
• Reconhecimento sincero dos seus pares e da comunidade;
• Acolhimento e fraternidade verdadeira.
Aprendemos que o universo opera sob leis de causa e efeito e de constante reciprocidade: à medida que nos dedicamos a ajudar a humanidade e a estender a mão ao próximo individualmente, a vida nos retribui com uma compensação profunda e duradoura — uma paz e uma gratificação que o dinheiro jamais poderia comprar. É uma verdade simples, embora frequentemente ignorada por quem busca apenas o atalho do ganho material.
Uma Universidade de Aprendizado Contínuo
A Maçonaria pode ser compreendida como uma grande e perpétua universidade de estudos simbólicos, filosóficos e morais. O conhecimento acumulado através da dedicação aos estudos é, por si só, o tesouro mais valioso que um homem pode cultivar.
Aquele que segue com fidelidade, disciplina e sinceridade os ensinamentos maçônicos inevitavelmente se tornará um homem de sucesso, mas não um sucesso fútil:
O verdadeiro sucesso maçônico é a lapidação do caráter.
Ao final da jornada terrena, quando todos os bens materiais perdem o seu valor e aqui permanecem, o conhecimento, o saber e as virtudes cultivadas são os únicos tesouros imutáveis que o irmão levará consigo na sua caminhada ao Oriente Eterno.
William Pesali
Jornalista
Diretor e Editor Chefe do Jornal A Voz dos Municípios
Escritor da “Coluna do Pesali” – A Voz dos Munícípios
M∴M∴ da ARLS Harmonia Laranjeirense N⁰ 2.660
Secretário de Comunicação do GOB/SE
Respostas de 2
Parabéns Pod:. Ir:. Pesali pelo claríssimo artigo! Esclarecedor para a sociedade e particularmente os que um dia imaginam participar da Instituição. Trabalhos desta natureza que precisamos dar publicidade sobre a Ordem.
Forte abraço,
Gilberto Costa-Silva
Excelente texto meu amado irmão… Para mim que estou aprendiz na A.R.L.S Clodomir Silva, muito acrescenta para aprimorar meus estudos. Que o G.A.D.U continue te iluminando para que possamos desfrutar de mais textos como estes…